Em 11 de fevereiro de 2025, o governo dos Estados Unidos, sob a administração do presidente Donald Trump, anunciou a imposição de uma tarifa de 25% sobre as importações de aço e alumínio provenientes do Brasil. A medida surpreendeu o setor siderúrgico brasileiro, que expressou preocupação quanto aos possíveis impactos econômicos para ambos os países.

Em resposta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil adotará o princípio da reciprocidade caso as tarifas sejam mantidas. “Se ele (Trump), taxar os produtos brasileiros, haverá reciprocidade do Brasil em taxar os produtos que são exportados para os Estados Unidos. Simples, não tem nenhuma dificuldade”, declarou Lula em entrevista.

A Aço Brasil, entidade que representa as siderúrgicas nacionais, destacou que o acordo anterior entre os dois países era favorável e que buscará dialogar com as autoridades norte-americanas para retomar as condições comerciais previamente estabelecidas.

Analistas apontam que a decisão dos EUA pode estar relacionada a preocupações com o superávit comercial do Brasil em relação ao mercado norte-americano. No entanto, dados recentes indicam que o Brasil possui um déficit comercial com os EUA, o que torna a medida ainda mais inesperada.

O governo brasileiro enfatiza a importância do diálogo diplomático para resolver a questão, mas reforça que adotará medidas equivalentes caso as tarifas não sejam revistas. A situação permanece em desenvolvimento, com negociações previstas entre os dois países nas próximas semanas.

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