A coqueluche, doença respiratória altamente contagiosa, tem causado preocupação no Brasil, com um aumento significativo nos casos registrados em 2024.

A coqueluche, doença respiratória altamente contagiosa, tem causado preocupação no Brasil, com um aumento significativo nos casos registrados em 2024. Dados recentes indicam que a incidência da doença atingiu o maior índice desde 2015, impulsionada por uma queda na cobertura vacinal e pelo relaxamento nas medidas de vigilância sanitária. Em julho, a primeira morte por coqueluche em três anos foi confirmada em Londrina (PR), envolvendo um bebê de seis meses. A doença, causada pela bactéria Bordetella pertussis, pode ser especialmente grave em crianças pequenas, provocando tosse persistente e dificuldade para respirar.

Além da coqueluche, outros vírus respiratórios também têm circulado no país, como o influenza e o VSR (vírus sincicial respiratório), que afetam principalmente crianças e idosos. Esses surtos refletem a necessidade de reforçar campanhas de vacinação e cuidados preventivos, especialmente em períodos de maior circulação de doenças respiratórias.

Curiosidades e Histórico

A coqueluche foi identificada pela primeira vez em 1906 e, antes do advento das vacinas, era uma das principais causas de morte infantil. No Brasil, a imunização contra a doença é oferecida pelo SUS, com doses aplicadas já nos primeiros meses de vida. Em paralelo, o mundo enfrenta outros desafios sanitários, como o aumento de infecções por influenza e novas variantes do coronavírus, exigindo constante atenção das autoridades.

O Ministério da Saúde reforça que a vacinação e o diagnóstico precoce são as melhores armas contra esses problemas. Especialistas destacam a importância da imunização para gestantes e profissionais da saúde, além da manutenção de hábitos de higiene e monitoramento de sintomas​

Conheça a origem do nome coqueluche

O nome “coqueluche” tem origem na palavra francesa “coqueluche”, que significa “grande tosse” ou “tosse espasmódica”. O termo faz referência ao principal sintoma da doença, caracterizado por episódios intensos e repetitivos de tosse, seguidos de um som agudo na respiração, conhecido como “guincho”. Esse termo se popularizou em diversos idiomas, sempre remetendo à tosse característica causada pela bactéria Bordetella pertussis.

Historicamente, o nome começou a ser usado no século XVIII, quando surtos da doença se tornaram comuns na Europa, antes do desenvolvimento de vacinas eficazes. A associação da palavra com a doença consolidou-se à medida que a condição foi reconhecida e estudada pela medicina moderna.

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