
Mais de 70 cidades do estado de São Paulo não elegeram nenhum mulher para para a câmara de vereadores.
Nas eleições municipais de 2024, 78 cidades de São Paulo não elegeram nenhuma mulher para a Câmara de Vereadores, de acordo com dados do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).
Além das cidades da região Fartura, Saritaiá, Taquarituba, Iaras e São Pedro do Turvo mais 73 cidades do estado também não elegeram que são elas: Aguaí, Altair, Álvaro De Carvalho, Areias, Areiópolis, Assis, Atibaia, Balbinos, Bocaina, Brejo Alegre, Colômbia, Cotia, Cravinhos, Cubatão, Eldorado, Estrela do Norte, General Salgado, Guaraci, Guararapes, Ibirarema, Ilhabela, Inúbia Paulista, Iporanga, Ipuã, Irapuã, Itanhaém, Itápolis, Jarinu, Juquiá, Louveira, Lutécia, Marabá Paulista, Mariápolis, Martinópolis, Mauá, Monte Aprazível, Nantes, Natividade da Serra, Novais, Pardinho, Parisi, Paulistânia, Paulínia, Piracaia, Poloni, Pompéia, Poá, Quadra, Registro, Ribeira, Ribeirão do Sul, Rifaina, Rio Grande da Serra, Sagres, Santa Gertrudes, Serra Azul, Silveiras, Sumaré, Suzano, São Francisco, São Vicente, Taciba, Terra Roxa, Torre de Pedra, Turmalina, Ubarana, Uru, Valentim Gentil, Vargem, Vargem Grande Paulista, Vista Alegre do Alto, Vitória Brasil.
Em contraste, todos os municípios elegeram ao menos um homem para o cargo. Dos 645 municípios paulistas, 465 (ou 72%) elegeram no máximo duas mulheres para suas Câmaras Municipais: em 194 cidades, apenas uma mulher foi eleita, e em 193 cidades, duas. Em 166 cidades, três mulheres foram eleitas, e em 43 cidades, quatro.
Em apenas 18 municípios, cinco mulheres foram eleitas para o legislativo municipal, sendo que Bananal conta com seis vereadoras e Itapetininga lidera o número de mulheres eleitas, com sete ocupando cadeiras na Câmara.
Presença Feminina em Minoria
Mesmo com alguns avanços, a maioria dos municípios ainda apresenta um predomínio de homens nas Câmaras. Apenas quatro cidades elegeram mais mulheres do que homens: Buritizal, Reginópolis e Timburi elegeram cinco mulheres e quatro homens, enquanto Itapetininga tem sete mulheres e 12 homens. Em comparação, nas eleições de 2020, apenas duas cidades haviam eleito maioria feminina.
Em 22 cidades paulistas, cinco homens foram eleitos para a Câmara, enquanto em outras 66, o número de vereadores homens subiu para seis. Nos demais 553 municípios, pelo menos sete ou mais homens ocupam os cargos legislativos, representando 86% do total.
Curiosidades Históricas: Mulheres na Política Brasileira
A luta das mulheres por igualdade na política brasileira vem de décadas. Em 1932, as mulheres conquistaram o direito ao voto, embora inicialmente fosse restrito a mulheres casadas, com autorização do marido, e a viúvas e solteiras com renda própria. Em 1934, o voto feminino se tornou universal, sem restrições de renda ou estado civil.
A primeira mulher eleita no Brasil foi Alzira Soriano, que em 1928 tornou-se prefeita de Lajes, no Rio Grande do Norte, mesmo antes da oficialização do voto feminino. A pioneira nas eleições para vereadora foi Antonieta de Barros, eleita em 1934 em Santa Catarina, que também foi a primeira mulher negra eleita no país. Esses marcos históricos refletem o longo caminho percorrido pelas mulheres na política e destacam a importância da representatividade nas esferas de poder, um desafio que ainda persiste no Brasil.




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