Foto divulgação @sbtoficial

Um dos maiores apresentadores e empresário de comunicação do país, morre neste sábado (17) em São Paulo.

O comunicador, presente nos domingos dos brasileiros durante seis décadas, se consolidou como dono de um conglomerado, além da rede de emissora de televisão SBT, uma rede de hotéis e a marca de cosméticos Jequiti.

Nascido em 12 de dezembro de 1930 no Rio de Janeiro, Abravanel, ela filho de imigrantes e tinha cinco irmãos. Ainda menino, usava o intervalo das aulas para vender doces. Aos 14 anos, passou a vender itens simples no centro do Rio para gerar renda extra para a família.

Em 1945, ao notar a habilidade de um vendedor ambulante, passou a vender cantes, bijuterias, bonecas  até remédio. Como tática, oferecia seus produtos com piadas e até truques de mágica. Apesar do trabalho honesto, não deixava de ter obstáculos, “Eu sou menor de idade, vocês não podem me prender. Vocês deviam prender os marginais, os ladrões, que estão soltos por aí, e não eu, que estou trabalhando”, dizia ele, segundo conta o irmão Léo, que o acompanhava nas vendas pelas ruas do Rio, e via o mais velho bater de frente com o “rapa”.

No relato da biografia do comunicador, Léo relembra que os discursos de Silvio, sensibilizavam a população de modo que pediam aos fiscais para que devolvessem os itens de trabalho.

Lima, entregou o cartão de um amigo que trabalhava na rádio Guanabara, que por coincidência, Silvio visitou a emissora em uma data que que contava com um concurso de locutores, ficando em primeiro lugar, sendo contratado, mas sua carreira na rádio durou pouco. Abravanel dizia que conseguia fazer muito mais dinheiro como camelô do que no microfone da rádio. “Pensando em tudo isso, tomei minha decisão: fiquei na Rádio Guanabara apenas um mês. E voltei a ser camelô”, contou.

Ao atingir a maioridade, teve de servir ao serviço militar obrigatório, convocado para o Exército, serviu o antigo Núcleo de Formação e Treinamento de Paraquedista entre 1947 e 1948. “Tive de ‘maneirar’ durante uns tempos nas minhas atividades de camelô. Imaginem a ‘cana’ dura que seria se eu fosse pego vendendo bugigangas?”, questionou Silvio ao falar ao biógrafo Arlindo Silva.

Na memória do comunicador, essa época rendeu “cinco saltos considerados bons”. Durante o período, Silvio Santos usava os domingos e folgas para um trabalho não remunerado na Rádio Mauá, decidido a voltar para locução radiofônica com intensão no terreno empreendedor.

Silvio, foi da Rádio Mauá para a Tupi, mas em 1951, migrou para a Rádio Continental, em seu trajeto para o trabalho, notou que havia muito público, mas ninguém tentando transformar esse potencial em negócio. Então pediu demissão da emissora, usou a indenização para investir em equipamentos de alto-falantes e passou a apresentar como corretor de anúncios. “Foi neste momento que o espírito de camelô morreu definitivamente dentro de mim”, declarou ele a Arlindo Silva.

Aos 24 anos, decidiu tentar a sorte em outro lugar, aprovado em um teste da Rádio Nacional (Rádio Globo) e teve de se mudar para São Paulo. Naquela época, já tinha adotado o nome artístico que o tornaria conhecido.

Além da carreira como locutor, começou a fazer apresentações em shows de circo e a famosa Caravana do Peru que Fala. O sucesso da caravana rendeu um convite para participar de um quadro no programa de Manoel de Nóbrega na Rádio Nacional.

Quase no final da década de 1950, Nóbrega investiu na ideia do Baú da Felicidade, mas o principal sócio perdeu o dinheiro e deixou o negocio à beira de um prejuízo. Pediu então que Silvio Santos atendesse às reclamações dos clientes e tentasse fazer com que o fim do projeto fosse menos conturbado possível. Ao conhecer a fundo, Silvo viu a possibilidade de torna-lo rentável.

Em 1958, o jovem locutor e Nóbrega, tornaram-se sócios no Baú da Felicidade, e o Grupo Silvio Santos começou a tomar forma, mais tarde, Silvio se tornou acionista majoritário da empresa.

Já no início de 1960, o apresentador resolveu investir os primeiros rendimentos em um horário da TV e começou a migrar do rádio para televisão, onde comandou o “Vamos brincar de forca” e o “Pra ganhar é só rodar”. Já popular e consolidado, à frente das câmeras, comandava o “Programa Silvio Santos”, ia ao ar aos domingos, tinha seis horas de duração e estava entre os mais assistidos da TV brasileira.

Anos depois, uma reformulação proposta pelas Organizações Globo na TV Paulista, pretendia acabar com os programas de auditório, com isso, Silvio decidiu buscar pelo próprio canal. Na década de 1970, comprou 50% das ações da TV Record, mais tarde, obteve a concessão da carioca TVS, o canal 11, que entrou no ar em 1976.

Silvio ficou com as concessões da Tupi em São Paulo (canal 4), TV Continental no Rio de Janeiro (canal 9), TV Piratini em Porto Alegre (canal 5) e TV Marajoara em Belém (canal 2). Nascia então, o SBT, que fez sua primeira transmissão em 19 de agosto de 1981 e virou a casa oficial do “Programa Silvio Santos”. Com o crescimento da emissora, ameaçou a liderança da TV Globo na disputa pela audiência dos brasileiros. Em 2011, o eterno Homem do Baú, chegou a comentar a disputa na TV aberta.

Na batalha por bons índices, Silvio Santos perdeu Gugu Liberato para a Globo, no fim de  1987, o apresentador não tinha contar com o SBT, então a emissora carioca ofereceu um programa aos domingos. Mas não foi estreado.

Silvio então, fez uma proposta milionária, deixando claro que pagaria a multa do contrato da Globo e o garantia seu sucesso.

Segundo o hospital Albert Einstein, Silvio morreu em decorrência de uma broncopneumonia após a infecção por influenza (H1N1)

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