
Reprodução/Instagram/@guilhermepantanal
A ministra do Meio Ambiente e das Mudanças do Clima, Marina Silva alertou que os incêndios no Pantanal são agravados pelos extremos climáticos e ações humanas. “Estamos diante de uma das piores situações já vistas no Pantanal. Toda a bacia do Paraguai está em escassez hídrica severa”, afirmou.
Segundo o site Agência Brasil, a ministra alega, “Pela primeira vez, houve um plano de enfrentamento a incêndio no Pantanal. Nós fazemos política pública com base em evidência. Já sabíamos que este ano seria severo”. Após conceder uma entrevista referente a reunião de situação de crise com outros ministros, explicou que o período do fenômeno El Ninõ e La Niña, provocou uma grande quantidade de matéria orgânica em ponto de combustão, causando incêndios que estão “fora da curva”. Ainda, segundo Marina, o Ministério do Meio Ambiente planeja desde outubro do ano passado ações para se antecipar aos fenômenos.
Em atuação para cessar o alarde, são mais de 170 brigadistas, 40 do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (lCMBio), 53 combatentes da Marinha e bombeiros locais. “Teremos já um adicional de 50 brigadistas do Ibama e 60 que virão da Força Nacional, além da mobilização de mais brigadistas diante da necessidade”.
“Novo normal”
De acordo com a ministra, mais de 80% dos incêndios estão em propriedades privadas. “Nós temos uma responsabilidade sobre as unidades de conservação federal, mas nesse momento nós estamos agindo em 20 incêndios”. Aponta ainda, que a seca na região é um “novo normal’, sendo uma das piores estiagens nos últimos 70 anos. “O que nós temos é um esgarçamento de um problema climático que vocês viram acontecer com chuvas no Rio Grande do Sul. Nós sabíamos que iria acontecer com seca envolvendo a Amazônia e o Pantanal. Nesse período, não há incêndio por raio. O que está acontecendo é por ação humana”.
O governo do Mato Grosso do Sul decretou emergência ambiental. A ministra Simone Tebet deu ênfase na importância da ação, e afirma, “Isso nos abre a possibilidade de criar créditos extraordinários. Não vai faltar recurso ou orçamento para resolver. Agora, não há orçamento no mundo ou no Brasil que resolva o problema de consciência da população”. Relembrou Marina da Silva da necessidade da aprovação da lei (colocar esse nome em hiperlink guiando para o link frente a Manejo Integrado do Fogo. “Infelizmente, até hoje não foi aprovado. Gostaríamos muito de que fosse aprovado nesse momento em caráter emergencial”.
Proibição do uso do fogo
Os governos do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, decretaram uma lei de proibição de queimadas “Os governos estaduais já decretaram a proibição definitiva do fogo (em pastagens) até o final de ano. Portanto, todos aqueles que fizerem o uso do fogo para renovação de pastagem ou para atividade qualquer que seja ela, estará cometendo um delito”, alerta Marina.
Já a ministra de planejamento Simone Tebet, acrescentou que há uma atenção especial para as situações do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul. “O maior foco de incêndio nesse momento é no estado de Mato Grosso do Sul, mais de 50% no município de Corumbá”. Ela salientou a colaboração dos governos dos estados de decretar a proibição do manejo controlado de fogo até o final do ano. “Mesmo aqueles fogos controlados que eram permitidos no Pantanal, estão terminantemente proibidos por determinação dos governos estaduais”, destacou.




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