
Érika de Souza Vieira Nunes, de 42 anos, afirmou em entrevista que havia tomado Zolpidem na terça-feira que levou o tio ao banco para assinar um empréstimo.
Na última terça-feira (30), o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), denunciou uma mulher por tentar sacar um empréstimo usando o corpo de seu tio, quando o mesmo, já estava falecido em uma agência bancária de Bangu, zona oeste do Rio. A denúncia se caracterizou por tentativa de estelionato e vilipêndio de cadáver.
Segundo a denúncia, a tentativa do saque, era no valor de R$17.975,38, que embora o idoso Paulo Roberto Braga havia contratado anteriormente enquanto estava vivo, tornou-se indevido após sua morte. A Promotoria, destacou à Justiça, esse comportamento como “desprezo e desrespeito”, ao levar o cadáver do idoso à agência bancária para a tentativa do saque do montante.
Érika diz em entrevista, que sempre tomava o remédio por fazer tratamento, mas “às vezes tomava mais do que devia”. Relata ainda, que não se lembra muito bem da tarde daquela terça-feira (16) justamente por estar sob efeito de medicação, e afirma que tinha uma relação ótima com o tio. “Ele era independente, andava, fazia o que queria e tinha mente boa. Ele não era cadeirante e eu não era cuidadora dele”, afirma.
Durante toda entrevista, afirma que não percebeu que o tio estava morto. “Não, eu não consigo perceber isso. Nem eu e nem muita gente percebeu que ele faleceu. Eu não percebi, só quando o rapaz do SAMU falou”.
Emocionada, reforça: “eu não percebi que meu tio tava morto, eu não vi, eu não vi, gente! Eu não sabia. Ele tava vivo, ele segurou a porta do carro. Ele tava vivo. Eu não sou a pessoa que eles estão falando que eu sou. Eu não sou esse monstro”. Erika, conta que o tio nunca tinha pedido empréstimo antes, e que ele não tinha emprego fixo. ‘Ele capinava um quintal, esses negócios assim, mas ele não tinha renda”.
No relato, a sobrinha alega que nem ela e nem a família precisavam do dinheiro do empréstimo, que seria usado para reformar a garagem feita de quarto para o idoso. “Ele que queria para construir ali. Nós sempre vivemos sem meu tio ter renda”.
Paulo Roberto Braga, tinha 68 anos quando a sobrinha sob efeito de Zolpidem, um medicamento de efeito hipnótico o levou a uma agência bancaria para sacar o montante solicitado como empréstimo.
A declaração foi exibida em uma entrevista no Fantástico, da TV Globo, neste domingo (5).
Relembre o caso:
Em 16 de abril, Érika de Souza Vieira, levou o tio Paulo já falecido à uma agência bancária para sacar um empréstimo no valor de mais de R$17 mil.
Os funcionários do banco, estranharam a situação e começaram a filmar, enquanto Érika negociava o solicitado. Mas para a aprovação do montante, o titular da conta, deveria assinar um documento, o que não foi possível, já que estava morto. Mesmo assim, Érika insiste: Tio Paulo, tá ouvindo? O senhor precisa assinar. Se o senhor não assinar, não tem como. Eu não posso assinar pelo senhor, tem que ser o senhor. O que eu posso fazer, eu faço”.
Mesmo sem nenhuma reação, a suposta sobrinha insiste conversando com o tio já sem vida, enquanto tenta fazer a mão do cadáver pegar a caneta: “Tipo igual o documento aqui, ó. Paulo Roberto Braga. O senhor segura, o senhor segura forte pra caramba a cadeira aí”.
Ao ver que o tio não tem reação, a sobrinha pergunta para as atendentes: “Ele não segurou a porta?”. Duas vozes femininas respondem que não viram ele segurar.
“Segura, tio. Assina para não me dar mais dor de cabeça, ter que ir no cartório. Não aguento mais”, continua Erika.
Nesse momento, duas atendentes começam a intervir, “ele não ta bem, não”. É quando uma mosca pousa no nariz do homem. Érika, pergunta ao tio: Tá sentindo alguma coisa? Mas ele não diz nada!”. Mas as atendentes repetem que o homem não aparenta estar bem, ” a corzinha não tá ficando…”. Érika rebate, alegando que Paulo é assim mesmo.
Ao final do vídeo, a sobrinha finaliza perguntando ao tio falecido: “Se o senhor não ficar bem, vou te levar para o hospital. Quer ir para UPA de novo?”.
Na tarde desta quinta-feira (2), ela deixou o instituto Penal Djanira Dolores de Oliveira, de Bangu no Rio de Janeiro.




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