
O Rio Grande do Sul está sendo assolado por fortes chuvas desde segunda-feira (29), de acordo com dados divulgados pelo governo estadual, mais de 71 mil pessoas foram afetadas, 29 mortes e 60 pessoas desaparecidas por conta do desastre natural.
Segundo o governador Eduardo Leite, os números devem subir nos próximos dias. “Com a mais profunda dor no coração, eu sei dizer que será ainda mais que isso, porque não estamos conseguindo acessar determinadas localidades”, disse. “Estamos em uma situação absurdamente excepcional”.
A previsão, era de que a chuva continuaria até pelo menos sábado (4), atingindo as regiões noroeste, norte, região central e vales, com previsão de 200 milímetros. Segundo o governador, os rios atingidos vão continuar subindo durante o fim de semana, e a água deve demorar a baixar.
São Francisco de Paula, também está em situação de emergência. A barragem do Blag, no Rio Caí, pode se romper, atingindo Canela, Gramado, Nova Petrópolis, Vale Real e Feliz. Leite, afirma ter conversado com o diretor-geral da Agência Nacional e Energia Elétrica (Aneel), solicitando que o plano de ação de emergência da barragem seja colocado em curso, para a remoção de quem vive próximo à essa área.
Será esse o maior desastre da história do Rio Grande do Sul
O governador afirma que há uma diferença entre as chuvas que atingem as cidades gaúchas neste ano e as que castigaram diversas cidades do sul do Brasil em 2023. “A diferença do que aconteceu no passado é que, momento crítico, no vale do Taquari, nós tivemos uma enxurrada, mas em seguida, o tempo nos deu condição de entrar em campo para fazer socorro, resgate, salvar centena de vidas, naquelas condições. Atualmente, estamos tendo muitas dificuldades para colocar as equipes em campo, seja do Exército, seja da Brigada Militar, seja do Corpo de Bombeiros, nós estamos tendo muitas dificuldades de fazer os resgates”.
A empresa Ambipar, disponibilizou ajuda para o Rio Grande do Sul, mobilizando 68 especialistas em situações de emergência, dois helicópteros, 30 embarcações, 6 viaturas, 21 escavadeiras e 12 caminhões para colaborar.
A multinacional brasileira, reforça o pedido de ajuda, que podem ser feitos através do site SOS para o RS.
Ainda, de acordo com a Defesa Civil, instituição parceira dos correios nesta ação, no momento são necessárias doações de alimentos não perecíveis, produtos de higiene pessoal, material de higiene seco e itens de vestuário. Os correios vão doar objetos que estavam sob sua guarda, que passaram por todas as tentativas de entrega aos destinatários e já ultrapassaram o prazo de 90 dias para a reclamação do previsto no Código de Defesa do Consumidor.
No Rio Grande do Sul, os donativos podem ser entregues nas agências centrais de 39 municípios, São Borja, Santo Ângelo, Santa Rosa, Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Campo Bom, Sapiranga, Parobé, Taquara, Montenegro, Pelotas, Rio Grande, Camaquã, Jaguarão, São Lourenço do Sul, Anta Gorda, Arvorezinha, Taquari, Venâncio Aires e Vera Cruz.
Até sexta-feira (3), de 400 agências dos Correios no Estado, 86 estavam inoperantes por conta de alagamentos provocados pelas fortes chuvas. Os clientes, podem buscar informações por meio da Central de atendimentos, pelo telefone 0800 725 0100, de segunda a sexta-feira, de 8h às 20h e aos sábados de 8h às 14h.




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